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Coninhas

Ser Coninhas é um Direito!

Coninhas

Ser Coninhas é um Direito!

ISTO É QUE É ESCREVER!?!

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.


A LOIRA NO CASINO

Uma loira entra num casino e logo à entrada, vê uma máquina de bebidas.
Mete uma moeda de 50 cêntimos e sai uma lata. Mete outra e sai outra lata e assim sucessivamente...
Entretanto, chega um homem e intrigado, pergunta-lhe:
“Desculpe, a senhora vai beber essas bebidas todas?”
Responde ela:
“Agora não me interrompa, não vê que estou a ganhar?”

SÓ DE LOIRA!?!

Um mendigo aproxima-se de uma loira cheia de sacos de compras e diz:
"Madame, eu estou sem comer há 4 dias..."
E a madame:
"Meu Deus! Como eu gostaria de ter a sua força de vontade!!!"

O NOVO DICIONÁRIO DE...

...LÍNGUA PORTUGUESA
Alevantar
O acto de levantar com convicção, com o ar de "a mim ninguém me come por parvo!... alevantei-me e fui-me embora!".
Aspergic
Medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina.
Assentar
O acto de sentar, só que com muita força, como fosse um tijolo a cair no cimento.
Capom
Porta de motor de carros que quando se fecha faz POM!
Destrocar
Trocar várias vezes a mesma nota até ficarmos com a mesma.
Deus
Treinador de todos os jogadores brasileiros de futebol que nunca se esquecem de lhe agradecer nos finais dos jogos (se calhar é por isso que eles são dos melhores...)
Disvorciada
Mulher que se diz por aí que se vai divorciar.
É assim
Talvez a maior evolução da língua portuguesa. Termo que não quer dizer nada e não serve para nada. Deve ser colocado no início de qualquer frase. Muito utilizado pelos concorrentes do Big Brother.
Entropeçar
Tropeçar duas vezes seguidas.
Eros
Moeda alternativa ao Euro, adoptada por alguns portugueses.
Exensar
Termo que, para ser bem utilizado, tem que ser dito rapidamente para que algumas pessoas percebam que se quer dizer "deves pensar".
Falastes, dissestes e afins
Articulação na 4ª pessoa do singular. Ex.: EU falei, TU falaste, ELE falou, TU FALASTES.
Fracturação
O resultado da soma do consumo de clientes em qualquer casa comercial. Casa que não fractura... não predura.
Inimigos
O que vou ganhar depois de alguns lerem este Dicionário...

A forma mais prática de articular a palavra MEU e dar um ar afro à língua portuguesa, como "bué" ou "maning". Ex.: Mô tio.
Nha
Assim como Mô, é a forma mais prática de articular a palavra MINHA. Para quê perder tempo, não é? Fica sempre bem dizer "Mô tio" e "Nha mãe" e é uma poupança extraordinária.
Númaro
Já está na Assembleia da República uma proposta de lei para se deixar de utilizar a palavra NÚMERO, a qual está em claro desuso. Por mim, acho um bom númaro!
Parteleira
Local ideal para guardar os livros de português do tempo da escola.
Perssunal
O contrário de amador. Muito utilizado por jogadores de futebol. Ex.: "Sou perssunal de futebol". Dica: deve ser articulada de forma rápida.
Pitaxio
Aperitivo da classe do "mendoim".
Prontus
Usar o mais possível. É só dar vontade e podemos sempre soltar um "prontus"! Fica sempre bem.
Prutugal
País ao lado da Espanha. Não é a Francia.
Rondana
Uma roldana que ronda à volta de si mesma.
Quaise
Também é uma palavra muito apreciada pelos nosso pseudo-intelectuais. Ainda não percebi muito bem o quer dizer, mas o problema deve ser meu.
Shampum
Líquido para lavar o cabelo que quando cai na banheira faz PUM.
Stander de vendas
Local de venda. A forma mais famosa é, sem dúvida, o "stander de automóveis.
Tçou, Tçi e afins
Inicialmente usado por músicos da zona da baía de Cascais, rapidamente se estendeu a outros tipos de utilizadores.Atender o telefone e dizer "tçou" é uma experiênciaaconselhável a qualquer um com ligações familiares à cantora Ágata.
Tipo
Juntamente com o "É assim", faz parte das grandes evoluções da língua portuguesa. Também sem querer dizer nada e não servir para nada, pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado, nem certo. É assim... tipo tás a ver?
Treuze
Palavras para quê? Todos nós conhecemos o numaro treuze.
Vosso mail
Se alguém não atende o telemóvel obviamente que vai para o vosso mail. Esta era escusada...

OS ANÕES

Um grupo de anões resolve jogar futebol no domingo e alugam um campo.
Formadas as equipas, cada um pega no seu equipamento, quando reparam que o campo de futebol não tem balneário. Resolvem então perguntar ao dono de uma tasca ao lado se podem utilizar a casa de banho para trocar de roupa.
O dono diz que não há problema nenhum, e lá vão eles.
Entram todos na tasca, vão até à casa de banho, vestem-se e começam a sair da casa de banho.
Um bêbado, que estava sentado ao balcão, vê passar por ele a equipa de azul.
Estranha, mas continua a beber. Quando, ao fim de pouco tempo, vê passar a equipa de vermelho, vira-se para o dono do bar e diz:
“Eu não me queria meter... mas é só para te avisar que os teus matraquilhos estão a dar à sola...”








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