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Coninhas

Ser Coninhas é um Direito!

Coninhas

Ser Coninhas é um Direito!

O INFERNO QUE É...

(Enviado pelo nosso amigo Káluanda)
...ANGOLA
Um homem morre e vai para o inferno...
Ao chegar lá, descobre que há um inferno diferente para cada país e decide tentar o menos penoso para passar a sua eternidade.
Vai ao inferno alemão e pergunta:
"O que fazem aqui?"
Disseram-lhe:
"Primeiro põe-te numa cadeira eléctrica durante uma hora. Depois põe-te numa cama de pregos por mais uma hora. Por fim o diabo alemão vem com um chicote e chicoteia-te até à noite".
O homem não gosta do que ouve e vai tentar a sua sorte num outro inferno.
Passa pelo inferno dos EUA, da Rússia, China e muitos mais. Todos eles praticam o mesmo que o inferno Alemão. Mas o que fazer então?
Continua a andar até que descobre uma grande fila no inferno de Angola.
Muito intrigado, pergunta o que fazem nesse inferno, ao que lhe respondem:
"Primeiro põe-te numa cadeira eléctrica durante uma hora. Depois põe-te numa cama de pregos por mais uma hora. Por fim o diabo Angolano vem com um chicote e chicoteia-te até à noite".
Aí, mais admirado ainda, o homem diz:
"Mas é exactamente o mesmo tratamento que fazem nos outros infernos! Porque razão então a fila aqui é tão grande?"
"Porque aqui nunca há electricidade, portanto a cadeira eléctrica não funciona. Os pregos foram encomendados e pagos, mas nunca chegaram ao destino, foram desviados, portanto a cama é muito confortável e o diabo angolano era trabalhador da função pública, por isso vem, assina o ponto e depois sai para tratar de assuntos pessoais, portanto nunca está presente para chicotear os mortos"...

UM POEMA ACTUAL...

...PARA MEDITAR

Era tão pequeno
que ninguém o via.
Dormia sereno,
enquanto crescia.
Sem falar, pedia
– porque era semente –
ver a luz do dia
como toda a gente.
Não tinha usurpado
a sua morada.
Não tinha pecado.
Não fizera nada.
Foi sacrificado
enquanto dormia.
Esterilizado
com toda a mestria.
Antes que a tivesse,
taparam-lhe a boca
– tratado, parece,
qual bicho na toca.
Não soltou vagido.
Não teve amanhã.
Não ouviu: “Querido...”
Não disse: “Mamã...”
Não sentiu um beijo.
Nunca andou ao colo.
Nunca teve o ensejo de pisar o solo,
pezito descalço,
andar hesitante,
sorrindo no encalço
do abraço distante.
Nunca foi à escola
de sacola ao ombro,
nem olhou estrelas
com olhos de assombro.
Crianças iguais
à que ele seria,
não brincou com elas
nem soube que havia.
Não roubou maçãs,
não ouviu os grilos,
não apanhou rãs
nos charcos tranquilos.
Nunca teve um cão,
vadio que fosse,
a lamber-lhe a mão,
à espera do doce.
Não soube que há rios
e ventos e espaços.
E Invernos e estios.
E mares e sargaços
e flores e poentes.
E peixes e feras –
as hoje viventes
e as de antigas eras.
Não soube do Mundo,
Não viu a magia.
Num breve segundo,
foi neutralizado
com toda a mestria:
Com as alvas batas, máscaras de Entrudo, técnicas exactas,
mãos de especialistas negaram-lhe tudo
(o destino inteiro...)
- porque os abortistas nasceram primeiro.

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